Pentagrama Esoterico Significado del pentagrama esoterico o estrella de 5 puntas. (Breve Estudio)
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14 de abr. de 2010

Principais tipos de Tradições na Wicca


Tradição 1734: Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética baseada nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de beladona. 1734 é usado como um criptograma(caracteres secretos) para o nome da Deusa honrada nesta tradição.

Tradição Alexandrina: Uma Tradição popular que começou ao redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição Alexandrina é muito semelhante à Gardneriana com algumas mudanças menores e emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde o Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa é elevada autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a exigência do nudismo ritual, são opcionais. Alex Sanders intitulou-se a certa altura "Rei das Bruxas", considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério, e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça, quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.

Tradicional Britânica: Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana

Wicca céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas " Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.

Tradição Caledoniana (ou caledonni): Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.

Tradição Picta: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.

Bruxaria Cerimonial: Usa a Magia cerimonial para atingir uma conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia Cabalística e Magia Egípcia. Embora certamente, mas não de forma intencional, este caminho é infestado freqüentemente por egoístas e pessoas inseguras que usam a Magia Cerimonial para duas finalidades: adquirir tudo aquilo que querem e atingir níveis mais altos para poderem olhar de cima. Estes atributos não são uma regra em todos os Bruxos Cerimoniais, e há muitos Bruxos sinceros neste caminho.

Tradição Diânica: Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus cultos na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras Bruxas Diânicas simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas Bruxas Diânicas usam este título para denotar que são "as Filhas de Diana", a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são tudo isto , algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A Arte Diânica possui duas filiais distintas:

- Uma filial, fundada no Texas por Morgan McFarland . Que dá o supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o Deus Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes "Old Dianic" (Velha Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no Texas. Outros Covens, similares na thealogy mas que não descendem diretamente da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.

- A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos, usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento, embora a maioria de Covens estejam abertos à mulheres de todas as orientações.

Tradição Georgina: Esta Tradição foi criada por George Patterson, que se auto intitulou como sendo um "Sumo Sacerdote Georgino". Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George , seria "eclética". A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão abrangente aos seus discípulos.

Ecletismo: Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somadas elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar. Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível, mas às vezes carente de fundamento. Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.

Tradição das Fadas (ou Fairy Wicca): Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas. Uma Bruxa desta Tradição poderia ser ou trabalhar, mas não necessariamente: - Com energias da natureza e espíritos da natureza , também conhecidos como fadas, Duendes, etc. - Homossexual Alguns dos nomes mais famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion Penderwyn), Starhawk, etc.

Tradição Gardneriana: Fundada por Gerald Gardner nos anos de 1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje.. A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas) porém, esta Tradição apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de NewForest, na Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o famoso livro"Witchcraft Today", trazendo uma versão dos rituais e as tradições do Coven pelo qual foi iniciado.

Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A Sacerdotisa e o Sacerdote governam Coven, e os princípios do amor e da confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft" (Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes diretos do Paganismo purista. Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro, etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores experientes para o treinamento dos Iniciandos. A Bíblia Completa das Bruxas (The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também muitos livros escritos por por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na Tradição Alexandrina em muitos aspectos.

Tradição Hecatina: Uma Tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da adoração à esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou Caledonii. BRUXO

Tradição Familiar ou Hereditária: Um Bruxo que normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários, ou Genéticos como gosto de chamar, são pessoas que têm, ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia, avó são os alvos mais visados). A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares "adotam" alguns membros, escolhidos "à dedo" em seu segmento.

Bruxa de Cozinha: Uma Bruxa prática que é freqüentemente eclética, enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do "forno e do lar".

Bruxaria Satânica: Não existe!

Wicca Saxônica ou Seax-Wicca: Fundada em 1973, pelo autor prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados. Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.

Bruxo Solitário: Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.

Tradição Strega: Começou ao redor na Itália em 1353. A história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em muitos livros. Arádia... Gospell of the Witches (Arádia...A Doutrina das Bruxas) é um deles.

Tradição Teutônica ou Nórdica: Teutônicos são um grupo de pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos europeus que são considerados "idiomas Germânicos". Um Bruxo teutônico acha freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das áreas onde estes dialetos se originaram.

Tradição Asatrú: Teve suas origens no Norte da Europa e é uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual, freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de tempos ancestrais. Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.

Bruxaria Tradicional: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccaniano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.

Bruxaria Tradicional Ibérica: Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito.

No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccans!

O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso.

Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.

Não poderíamos ficar allheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Bônconcios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte, Brigantés - a Deusa guerreira . (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria - A qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.

Tradição Galesa de Gwyddonaid: Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente."

13 de nov. de 2009

Terminologias Celtas


De modo geral, o termo celta aplica-se aos povos que viveram na Grã-Bretanha e na Europa Ocidental entre 2000 a.C. e 400 d.C.. Eram civilizações da Idade do Ferro, habitantes sobretudo de pequenas aldeias lideradas por chefes guerreiros. Os celtas da Europa continental não deixaram registo escrito, mas conhecemos seus deuses através dos conquistadores romanos, que estabeleceram elos entre muitas dessas divindades e seus próprios deuses. Por exemplo, o deus do trovão Taranis era o equivalente do Júpiter romano, e várias outras divindades locais eram equiparadas a Marte, Mercúrio e Apolo. Os povos do País de Gales e da Irlanda também deixaram uma mitologia muito rica e muitas de suas lendas foram escritas durante a Idade Média. A Mitologia Celta pode ser dividida em três subgrupos principais de crenças relacionadas.

É importante manter em mente que a cultura celta (e suas religiões) não são tão contiguas ou homogêneas quanto foram a cultura romana ou grega por exemplo. Nossos conhecimentos atuais determinam que cada tribo ao longo da vasta área de influência céltica tinha suas próprias divindades. Dos mais de trezentos deuses celtas, poucos efetivamente eram adorados em comum.

12 de nov. de 2009

Tabela Dos Sabbats



Samhain
31 de Outubro (Hemisfério Norte) e 1° de Maio (Hemisfério Sul).

Yule
21 de Dezembro (Hemisfério Norte) e 21 de Junho (Hemisfério Sul).

Imbolc
1º de Fevereiro (Hemisfério Norte) e 1º de Agosto (Hemisfério Sul).

Ostara
21 de Março (Hemisfério Norte) e 21 de Setembro (Hemisfério Sul).

Beltane
30 de Maio (Hemisfério Norte) e 31 de Outubro (Hemisfério Sul).

Litha
21 de Junho (Hemisfério Norte) e 21 de Dezembro (Hemisfério Sul).

Lammas
1º de Agosto (Hemisfério Norte) e 2 de Fevereiro (Hemisfério Sul).

Mabon
21 de Setembro (Hemisfério Norte) e 21 de Março (Hemisfério Sul).

Festival de Samhain


Festival celebrado no dia 30 de abril, onde a Roda finalmente completa seu ciclo. Samhain, pronuncia-se ("Sou-ein"), é conhecido como a Noite Sagrada. Oíche Shamhna, na língua gaélica, representa o fim da colheita e o último Festival do Fogo. Ritual dedicado aos Deuses: Morrighan, Dagda e Ceridween.

É a comemoração do Ano Novo Celta, momento misterioso que não pertence nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo e nem ao outro, é o momento onde os portões dos mundos se abrem e o véu que os separa se torna mais tênue. Época ideal para se honrar os antepassados.

Samhain significa "sem luz" ou "fim do verão", pois nessa noite o mundo mergulha na total escuridão da alma, preparando-se para a chegado do inverno. No mito da Roda, a Deusa vai ao mundo das sombras em busca do seu amado. Os Deuses se amam e desse amor é gerada a semente da luz, que renascerá novamente no Solstício de Inverno, como a criança da promessa, a esperança do verão.

Samhain é a noite que marca o início de um novo período e um novo recomeço em nossas vidas. Homenageie a memória dos antigos preparando alimentos de sua preferência e contando suas histórias aos seus descendentes. Ao anoitecer, acenda velas nas janelas da frente de sua casa, em sinal de respeito aos seus ancestrais.

Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior nas fogueiras ou no caldeirão. Este festival é sinônimo de quietude e introspecção.

Celebrem e vivenciem todas as fases da vida, pois a Roda gira igual para todos, mesmo que não saibam. Onde a Deusa nunca morre e o Deus sempre renasce, abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar, o ciclo mágico das transformações. Bênçãos plenas!

Correspondências:

- Arquétipos: celebração do ano novo celta, fim do verão e dia dos mortos.
- Símbolos: cor preta e laranja, maçãs, romãs, abóbora, nozes e avelãs.
- Incensos: mirra, sálvia, carvalho ou cedro.
- Alimentos: sidra, chá preto e bolos de frutas.

Equinócio de Outono


Festival celebrado no dia 21 de março, marca a entrada do Equinócio de Outono, onde se comemora a segunda colheita iniciada em Lughnasadh. Conhecido como Alban Elfed, Alban Elued ou a Luz de Outono. A vegetação e a luz solar diminuem e o mistério da vida e da morte se fazem presentes. Mais uma vez os dias e as noites são iguais. O Deus agora é o ancião que caminha para o Outro Mundo e a Deusa alcança a maturidade e sabedoria.

Época do equilíbrio, da gratidão e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e colhido. As folhas começam a cair e o Sol a minguar rapidamente. A natureza declina e se prepara para a chegada do inverno.

Este festival homenageia o Deus galês Mabon, representando a colheita dos frutos, a despedida do verão e a prepração para o inverno. No panteão celta é conhecido como Angus, o Deus celta do amor, da juventude e da inspiração.

Fase ideal para fazer banimentos, pedir harmonia no amor e proteção às pessoas que amamos. Aproveite a energia deste ritual para caminhar em um bosque e colher sementes e folhas secas, refletindo sobre a colheita recebida.

Lembre-se também daqueles que estão doentes e das pessoas mais velhas, que precisam da nossa ajuda e de conforto, dirija-lhes palavras de amor, carinho e gratidão.

Enfeite seu altar com os grãos e sementes que sobraram da primeira colheita, milho, maçãs, abóboras e outros frutos do outono. E, agradeça mais uma vez à nossa Grande Mãe Terra, pelas bênçãos recebidas. Que assim seja!

Correspondências:

- Arquétipos: colheita do vinho e cornucópia da prosperidade.
- Símbolos: velas laranja e marrom, grãos de milho e folhas secas.
- Incensos: benjoim, lavanda ou sálvia.
- Alimentos: sidra, vinho, pães e queijos.

Festival de Lammas


Lammas é celebrado no dia 02 de fevereiro. "Lá Lúnasa" é um dos quatro Festivais do Fogo, basicamente, um ritual agrícola de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh.


Época ideal para agradecer todas as nossas colheitas, sejam elas boas ou não, pois sabemos que tudo é necessário para o nosso crescimento espiritual.

Neste festival são confeccionados bonecos com espigas de milho ou ramas de trigo, representando os Deuses, que são chamados de Senhor e Senhora do Milho. O festival de Lughnasadh, significa "A massa de Lugh". Isso se deve ao antigo costume celta de colher os primeiros grãos para se fazer um grande pão, que depois seria dividido entre as pessoas do povoado.

O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão juntamente com grãos de cereais e papéis, onde serão escritos todos seus agradecimentos.

Amuletos e talismãs antigos deverão ser queimados neste ritual, onde simbolicamente nos livramos de tudo aquilo que está velho e desgastado. Pois a vida se torna morte e a morte se torna vida, o ciclo eterno da criação.

Mesmo não plantando e nem colhendo mais o nosso alimento, lembre-se que ele foi semeado e produzido nos campos da Grande Mãe Terra. Então, agradeça sempre aos Deuses pela fartura e abundância de nossas vidas. Neste festival, enfeite seu altar com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época. Bênçãos plenas!

Correspondências:

- Arquétipos: ciclo da colheita e dia de ação de graças cristão.
- Símbolos: velas vermelhas, douradas e laranja, pães de cereais e grãos de milho.
- Incensos: camomila, sândalo ou alecrim.
- Alimentos: cerveja de trigo, pães de aveia e milho.

Solstício de Verão


Festival celebrado no dia 21 de dezembro, marca o Solstício de Verão, conhecido também como Alban Hefin, Alban Heruin ou a Luz do Verão. É o êxtase máximo da união sagrada, quando o Sol finalmente atinge o seu apogeu e a natureza encontra-se plena de luz, poder e magia.

Os dias ainda são mais longos que a noite. Aproveite para meditar sob o sol e trazer a magia solar para o seu interior. Em Alban Hefin, a Deusa mostra toda a sua beleza como a Rainha do Verão e o Deus, aos poucos, começa a caminhar rumo ao Outro Mundo.

Esta é uma época de homenagear o Sol e nas tradições pagãs costuma-se pular fogueiras para a purificação, para aumentar a fertilidade, a saúde e o amor.

Aproveite esse ritual para fazer oferendas e comunicar-se com o "Povo das Fadas", pedindo-lhes conhecimento, inspiração e sabedoria. Enfeite seu altar com girassóis, frutas frescas e ervas secas como: lavanda, camomila, verbena ou qualquer erva específica do meio de verão.

Procure sentir toda a energia elemental da natureza fluindo através do seu corpo. Este festival é proprício para renovar todas as vibrações tanto da casa, como das pessoas. Além de ser um momento ideal para a prática de jogos recreativos e piqueniques em família.

Alban Hefin é a materialização de todas as nossas esperanças, onde projetos, sonhos e desejos lançados na época do plantio, começam a dar seus frutos, conforme o seu merecimento, tornando-se realidade. Celebre e agradeça aos Deuses por mais este ciclo de expansão. Que assim seja!

Correspondências:

- Arquétipos: festas juninas e midsummer, a noite das fadas e da magia.
- Símbolos: velas amarelas, vermelhas e laranja, girassol e símbolos solares.
- Incensos: alecrim, louro ou pinho.
- Alimentos: sucos cítricos, frutas frescas e hidromel.

Festival de Beltane

Festival celebrado no dia 31 de outubro, marca o inicio da parte clara do ano. Beltane ou Bealtaine, significa literalmente "fogo brilhante"ou "fogos de Bel", em homenagem aos Deuses Belenus e Bilé, considerado o pai dos Deuses e dos homens. Este festival celebra a união dos amantes, a fertilidade a cura e a criatividade.

Beltane é o oposto de Samhain, os dois maiores Festivais do Fogo da tradição celta, indicando o início do verão e o final do inverno. As tradicionais Fogueiras de Beltane e as oferendas nos Poços Sagrados, são atividades típicas dessa época, simbolizando proteção, boa sorte e fertilidade. É o casamento sagrado, a união entre o Céu e a Terra.

O calor do Sol e a exuberância da natureza representam a paixão e o amor, culminando na união sagrada dos Deuses, personificados nas figuras do Homem-Verde e da Rainha do Verão.

Casais costumam pular uma fogueira para atrair a boa sorte, fertilidade e abundância. Época excelente para se fazer encantamentos de cura, amor e prosperidade, assim como, para celebrar novas uniões.

Esté é um ritual muito alegre, celebrado com danças e músicas!

Lá Bealtaine, em gaélico, é um termo conhecido na mitologia irlandesa como: "Entre os dois Fogos de Beltane", as grandes fogueiras marcam também um tempo de purificação e de transição, anunciando a esperança de uma boa colheita e as bênçãos da criação em nossas vidas. Que assim seja!

Correspondências:

- Arquétipos: festival da fertilidade, da purificação e da transição.
- Símbolos: velas vermelhas e brancas, flores vermelhas, colares e guirlandas.
- Incensos: patchouli, almíscar ou rosas.
- Alimentos: vinho, bolo de mel e frutas vermelhas.

Equinócio de Primavera


Festival celebrado no dia 22 de setembro, marca o Equinócio da Primavera, conhecido como Alban Eilir ou a Luz da Regeneração, onde o dia e a noite se tornam iguais, portanto é uma data de maior equilíbrio e reflexão.

Os dias escuros agora se vão e a Terra está pronta para ser plantada. No mito da Roda, é quando os Deuses se apaixonam e deixam de ser mãe e filho. Nessa data, a semente da vida está pronta para ser semeada, novamente, no ventre da Deusa, a Donzela revigorada e cheia de vida. Época de transição e de transformações.

Alban Eilir é o festival que homenageia à Deusa germânica Oster ou Eostre, a Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho, além da Deusa celta Ataegina. A Páscoa surgiu através desse antigo festival.

Nessa época costuma-se abençoar a terra e colocar ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade e a renovação das nossas esperanças.

Os ovos podem ser pintados crus ou cozidos, com símbolos de boa sorte e depois enterrados ou comidos, enquanto mentalizamos nossos pedidos e desejos.

Fase ideal para nos harmonizarmos, seja no amor, na profissão ou em todas as áreas da nossa vida. Aproveite para meditar próximo aos campos verdes. Que assim seja!

Correspondências:

- Arquétipos: inicio da primavera e celebração da páscoa cristã.
- Símbolos: velas brancas e verdes, ovos pintados e flores coloridas.
- Incensos: cravo, jasmim ou flor do campo.
- Alimentos: chá de flores, bolos e chocolates.

Festival de Imbolc


Festival comemorado no dia 01/08, conhecido como Oímealg, nome gaélico, que significa a lactação das ovelhas, onde celebramos a Noite de Brighid, a Deusa tríplice do fogo, da cura, da poesia, da fertilidade, das artes e dos artesãos.

Festival do fogo, dedicado ao aumento da luz, com o final do inverno no hemisfério sul e o despertar das sementes enterradas no solo, simbolizando a renovação das nossas esperanças. É a promessa do Awen, a inspiração sagrada!

Imbolc é o oposto de Lughnasadh, onde celebra-se o retorno do Sol e a face jovem da Deusa. Um costume típico de "Lá Fhéile Bríde" é plantar uma árvore frutífera, além da confecção da Cruz Solar de Brighid, com galhos, junco ou material natural e flexível.

Ritual que celebra o fogo da casa e a família. A Mãe que deu à luz e o seu leite sagrado, que alimenta a nova vida. É um festival alegre e muito iluminado!

Este festival é marcado pela transformação das energias, ideal para fazer planos, projetos, iniciações e abertura de novos caminhos, além de purificar sua casa, promovendo a cura e o renascimento, tanto material como espiritual.

Aproveite, também, os benefícios curativos das águas dos rios e das fontes. A Irlanda é cheia de nascentes e poços nomeados à Deusa Brighid. Simbolicamente, a água é vista como um portal para o Outro Mundo, um local de sabedoria e cura. Bênçãos plenas!


Solstício de Inverno


Festival comemorado no dia 21 de junho, conhecido como Alban Arthan, a Luz de Arthur ou a Luz do Urso; numa versão poética, relaciona-se o Solstício de Inverno às lendas do rei Arthur, assim como, Arcturus, o guardião do urso, à estrela mais brilhante do hemisfério norte.

Este é um período de fortalecimento interior, onde simbolicamente, a Deusa dá a luz ao filho solar, representando o ventre sagrado da criação.

Alban Arthan é um tempo de regeneração e de mudanças, do recolhimento na total escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se. Época ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando as esperanças e os sonhos.

As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno por fim se estabelece.

No mito da Roda, marca a luta entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho, representando o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, a introspecção, ao desapego e à realização de amuletos voltados para a proteção. Aproveite, também, para queimar nas chamas do caldeirão tudo aquilo que não quer mais em sua vida.

Ornamente seu altar com folhas de figueira, azevinho ou cipreste, além do tradicional pinheiro, com elementos que lembrem o inverno. Acenda algumas velas, para simbolizar as esperanças e desafios. Honre a Deusa no seu aspecto de Grande Mãe e a criança da promessa, como o retorno da luz. Que assim seja!

Correspondências:

- Arquétipos: natal cristão, dança espiral da renovação e do renascimento. - Símbolos: velas verdes, vermelhas e douradas, pinhas, galhos e folhas secas. - Incensos: louro, carvalho ou alecrim. - Alimentos: vinho branco, pães e bolo.

11 de nov. de 2009

A Roda Do Ano E Os Sabas


É representada por oitos festivais sazonais, que têm como origem a observação da passagem das estações do ano e como objetivo principal honrar os Deuses, os espíritos da natureza e os nossos antepassados.

Os antigos celtas celebravam apenas os quatro grandes festivais do fogo, não há indícios que eles celebrassem os solstícios e os equinócios, sendo essa uma prática moderna. Além disso, o ano celta era dividido em duas metades: a clara e a escura, associadas ao verão e ao inverno e classificadas em dois grandes ciclos, o ciclo o solar e o agrícola. São eles:

Albans - O Ciclo Solar: Solstício de Inverno, Equinócio de Primavera, Solstício de Verão e Equinócio de Outono.

Festivais do Fogo - O Ciclo Agrícola: Imbolc, Beltane, Lughnasadh e Samhain.

As celebrações solares possuem simbolismos mitológicos, que sintonizam e unificam nossa energia com as estações do ano, fazendo uma analogia ao caminho percorrido pelo Sol e aprofundando nossa percepção sobre os ciclos de morte e renascimento.

Samhain simboliza o começo da metade escura do ano, em contrapartida à Beltane, que simboliza o começo da metade clara. Entre estes dois há os portais dos solstícios e dos equinócios.



La Magia Wicca



Pode-se dizer que Wicca é a bruxaria dos nossos tempos, também chamada de bruxaria neopagã. Foi fundada por Gerard Gardner por volta de 1940, mas isto só veio a público mais de uma década depois em 1954.

A maior surpresa sobre a bruxaria, para a maioria das pessoas, é que “os wiccanos não são adoradores do diabo”, “nem instrumento do poder do mal”.

Veneram uma entidade feminina. Uma Deusa. Conhecida por vários nomes. Entre eles podemos citar: Ceridwen, Gaia, Astarte, Atenas, Brígida, Diana, Isis, Melusine, Afrodite e por muitos outros nomes divinos.

Veneram também um Deus. O Grande Deus Cornífero, também conhecido por: Cernunnos, Attis, Pã, Daghda, Fauno, Frei, Odin, Lupercus e por muitos outros nomes.

Talvez por interferência do cristianismo e sua “Santa Inquisição” as bruxas passaram a figurar no folclore em todo o mundo sempre vistas como coisas bizarras ou do mal. Aqui estou, na condição de bruxa, para mostrara verdadeira realidade e proteger a dignidade dos bruxos que ainda existem e que agora estão se multiplicando em todo o mundo. Começo explicando a origem do nome wicca ou wicce, palavra de raiz anglo-saxã, que significa moldar ou as pessoas que moldam suas vidas.

A wicca é uma religião de origem xamânica, com traços celtas, embora existam vários panteões que podem ser seguidos. Ao contrário do que muitos imaginam, a Wicca é baseada na vida e no amor. Os Wiccanos procuram entrar em harmonia com a natureza e respeitar e cuidar do nosso planeta.

Os Wiccanos acreditam que tudo é formado por dois pólos opostos: a Deusa Tríplice e o Deus Cornífero.

A wicca é uma religião baseada na magia, no entanto maioria as pessoas acredita que magia é acender velas coloridas, fazer algum feitiço ou ritual. Mas não é só isso, magia também é gerar um filho, dar à luz a uma criança, cozinhar, viver. Este é o verdadeiro sentido da magia.

Um dos princípios que a wicca defende é "faça o que quiseres desde que não prejudiques ninguém". Sendo assim, antes de se fazer um feitiço ou ritual, deve-se pensar muito sobre as conseqüências desse ritual, pois o feiticeiro estará exposto à chamada "lei do tríplice retorno". Essa lei prega que tudo que se faz retorna três vezes pior ou melhor, dependendo do tipo de sentimento que se coloca no feitiço.

Os rituais e feitiços praticados na Wicca são feitos dentro de um círculo de energia, são evocados a Deusa e o Deus para que compareçam. Evoca-se também os quatro quadrantes, que são as 4 direções representadas pelos quatro elementos: ar, fogo, água e terra. Os rituais são encerrados com um ato de agradecimento à Deusa, ao Deus, aos quatro elementos e o fechamento do círculo.